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G7 anuncia liberação de 100 milhões de barris de petróleo e diesel para conter alta dos combustíveis

Medida começa imediatamente e deve durar quatro meses; decisão ocorre em meio à disparada dos preços da energia no mercado internacional.

Os países que integram o G7 decidiram liberar, de forma coordenada, 100 milhões de barris de petróleo bruto, diesel e outros combustíveis de suas reservas de emergência. A medida começa imediatamente e será executada ao longo de quatro meses, com uma parcela significativa do diesel prevista para chegar ao mercado nos primeiros 20 dias.

A decisão foi anunciada na sexta-feira (02/10) e será coordenada pela Agência Internacional de Energia (IEA). O objetivo é ampliar a oferta de combustíveis e ajudar a estabilizar o mercado diante da forte pressão sobre os preços da energia.

Segundo a Reuters, o acordo foi firmado após pressão dos Estados Unidos para que países europeus colocassem parte de seus estoques de diesel no mercado. A Europa aumentou a dependência de importações de diesel norte-americano neste ano, enquanto os conflitos no Oriente Médio afetaram o abastecimento internacional.

A reação dos mercados foi imediata. O diretor-executivo da IEA, Fatih Birol, afirmou que os preços do petróleo começaram a recuar após o anúncio e relatou uma queda de aproximadamente US$ 5 por barril. A agência também informou que poderá coordenar novas liberações caso os estoques adicionais sejam necessários.

A medida também prevê que os países do G7 evitem restrições às exportações de produtos energéticos entre os integrantes do grupo. A intenção é impedir novas interrupções no fornecimento internacional.

Ainda não foi divulgado quanto de cada tipo de combustível será liberado por cada país. O G7 informou apenas o volume total de 100 milhões de barris e estabeleceu que uma quantidade expressiva de diesel será disponibilizada no início da operação.

E o Brasil?

A decisão pode ter reflexos sobre o mercado brasileiro porque os preços dos combustíveis no país também são influenciados pelo cenário internacional do petróleo e pelas cotações do dólar. Uma eventual redução sustentada das cotações internacionais pode diminuir a pressão sobre os custos de importação e sobre os preços praticados no mercado interno.

Isso, porém, não significa que a gasolina ou o diesel vão necessariamente ficar mais baratos no Brasil nos próximos dias. O efeito depende da duração da queda internacional, da cotação do dólar, das condições do mercado brasileiro e das decisões das empresas que atuam no setor.

A liberação anunciada pelo G7 ocorre em um momento de forte preocupação mundial com os custos de energia e representa uma das principais medidas recentes para tentar ampliar a oferta de combustíveis no mercado internacional.

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