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Gramado do Maracanã vira alvo de revolta no Flamengo após classificação na Libertadores: “Motiva a ter sintético”

Arrascaeta, Rossi e Léo Ortiz criticaram duramente as condições do campo após o empate com o Independiente del Valle; técnico Leonardo Jardim também reclamou do gramado.

O Flamengo garantiu a classificação para a semifinal da Libertadores, mas a vaga conquistada diante do Independiente del Valle ficou marcada também pelas fortes críticas ao estado do gramado do Maracanã. Após o empate por 1 a 1 na noite desta última quinta-feira (17/09), jogadores rubro-negros apontaram dificuldades para controlar a bola e desenvolver o estilo de jogo da equipe, enquanto Léo Ortiz chegou a afirmar que as condições do campo dão argumentos para quem defende a utilização de gramados sintéticos.

Rossi foi um dos jogadores mais contundentes ao falar sobre o assunto. Em entrevista à ESPN após a partida, o goleiro classificou como “inacreditável” atuar em um campo nas condições apresentadas no Maracanã. Segundo o argentino, as duas áreas estavam bastante prejudicadas e apresentavam irregularidades que dificultavam o jogo. “Do jeito que a gente joga, é inacreditável estar com um campo assim. As duas áreas estão ruins para c… Se olhar, tem lombada para c…”, afirmou Rossi. O goleiro ainda mencionou a realização de uma partida da NFL no Maracanã durante a pausa para a Data Fifa e disse esperar que o campo apresente melhores condições depois do evento.

Autor do gol que garantiu o empate e confirmou a classificação do Flamengo, Arrascaeta também não poupou críticas. O uruguaio afirmou que o gramado está “cada vez pior” e que ficou mais difícil controlar a bola durante as partidas. Para o camisa 10, a equipe precisa de melhores condições para conseguir impor seu futebol. “A gente vem sofrendo muito nesses últimos jogos, o campo está cada vez pior. Cada vez mais difícil controlar a bola. Se quisermos ser campeões temos que procurar uma solução”, declarou Arrascaeta.

Léo Ortiz foi ainda mais direto ao relacionar o problema do Maracanã ao debate sobre a utilização de gramados sintéticos no futebol brasileiro. O zagueiro reconheceu que o Flamengo esteve abaixo do esperado diante do time equatoriano, mas afirmou que as condições do campo também são preocupantes. “Às vezes tem que dar razão para as pessoas que falam do sintético. Com um gramado desse, motiva muito a ter o sintético”, afirmou o defensor.

As reclamações também partiram do técnico Leonardo Jardim. O treinador destacou que o gramado prejudicou a qualidade técnica da partida e citou dificuldades enfrentadas pelo meio-campista Erick Pulgar para iniciar as jogadas. “Em termos técnicos, não foi um jogo bonito. Volto a bater nisso, mas o gramado não nos ajudou”, afirmou Jardim.

O estado do campo já vinha sendo alvo de críticas no Maracanã. Na semana passada, o CEO do estádio, Fred Nantes, reconheceu que o gramado não estava nas condições desejadas e apontou o elevado número de partidas como um dos fatores para o desgaste. Segundo ele, até o fim de setembro o Maracanã deverá chegar a 58 jogos disputados na temporada, número que, de acordo com a administração, contribui para a deterioração do campo.

Apesar das reclamações, o Flamengo conseguiu avançar na Libertadores. Depois de vencer o Independiente del Valle por 2 a 0 no jogo de ida, no Equador, o Rubro-Negro empatou por 1 a 1 no Maracanã e confirmou a vaga na semifinal. O gol flamenguista saiu no segundo tempo, quando Rossi fez um lançamento longo, a bola quicou de maneira irregular e Arrascaeta aproveitou a jogada para marcar de cabeça.

O Flamengo agora terá o Estudiantes, da Argentina, pela frente na semifinal da competição. Enquanto isso, o debate sobre as condições do gramado do Maracanã volta ao centro das atenções, especialmente após as manifestações públicas de jogadores e comissão técnica do clube.

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