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Lençóis Maranhenses: quando ir, quanto custa e como chegar ao destino que virou Patrimônio Mundial

Dunas, lagoas de água doce e diferentes caminhos de acesso fazem do parque maranhense um dos principais destinos de natureza do Brasil; veja como planejar a viagem.

Poucos lugares no Brasil conseguem reunir, em uma mesma paisagem, grandes extensões de dunas de areia branca, lagoas de água doce e uma sensação de imensidão como os Lençóis Maranhenses. Localizado no litoral do Maranhão, o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses se tornou um dos destinos turísticos mais conhecidos do país e passou a integrar, em 2024, a lista de Patrimônios Naturais Mundiais da Unesco.

O cenário, no entanto, não é estático. As paisagens mudam ao longo do ano, principalmente por causa do regime de chuvas. As lagoas aparecem e ganham volume durante o período chuvoso e, nos meses seguintes, transformam as áreas entre as dunas em grandes piscinas naturais. É justamente essa dinâmica que faz com que a escolha da época da viagem seja uma das principais decisões para quem pretende conhecer o parque.

Além da data, o planejamento envolve outra questão importante: o acesso. Os Lençóis Maranhenses possuem diferentes portas de entrada, e as cidades de Barreirinhas, Santo Amaro do Maranhão e Atins oferecem experiências distintas. A escolha pode fazer diferença tanto no orçamento quanto no tipo de paisagem e passeio encontrado durante a viagem.

Melhor época depende do que o turista quer encontrar

Embora o Parque Nacional possa ser visitado durante diferentes períodos do ano, os meses entre maio e setembro costumam ser os mais procurados por quem deseja conhecer as lagoas de água doce em condições mais favoráveis.

Isso acontece porque as chuvas registradas nos primeiros meses do ano abastecem as lagoas formadas nas áreas mais baixas entre as dunas. Quando o período chuvoso termina, o visitante encontra um cenário marcado pelo contraste entre a areia branca e a água acumulada.

A quantidade de água, porém, não é exatamente igual todos os anos. O volume de chuvas influencia diretamente o tamanho e a quantidade das lagoas, fazendo com que a paisagem possa apresentar diferenças de uma temporada para outra.

Julho e agosto costumam estar entre os meses de maior movimento. É também um período em que famílias aproveitam as férias escolares para viajar, o que pode aumentar a procura por hotéis, pousadas, transfers e passeios.

Para quem pretende viajar nessa época, a recomendação é reservar hospedagem e transporte com antecedência. Já quem tem flexibilidade pode avaliar períodos de menor procura, quando existe maior possibilidade de encontrar tarifas mais baixas.

A escolha, nesse caso, envolve uma troca: economizar pode significar encontrar algumas lagoas com menos água. Ainda assim, as dunas, praias, rios e comunidades da região continuam oferecendo diferentes experiências ao longo do ano.

Quanto custa conhecer os Lençóis Maranhenses?

O orçamento para conhecer os Lençóis Maranhenses varia de acordo com o estilo de viagem. O turista pode optar por hospedagens simples, transporte compartilhado e passeios coletivos ou escolher serviços privativos e hotéis de categoria superior.

Um dos pontos que ajudam no planejamento é que não existe cobrança de ingresso para a visitação do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, segundo informações do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, o ICMBio.

Isso não significa, porém, que a visita seja gratuita. Os principais gastos ficam por conta do deslocamento até a região, hospedagem, alimentação e passeios contratados.

Transfers compartilhados entre São Luís e municípios dos Lençóis podem custar, como referência, a partir de aproximadamente R$ 150 por pessoa. Serviços privativos podem apresentar valores mais elevados, dependendo do veículo, trajeto e quantidade de passageiros.

Para quem pretende seguir de Barreirinhas até Atins, os valores de transfers compartilhados podem ficar na faixa de R$ 120 a R$ 180 por pessoa, dependendo do tipo de transporte e da empresa escolhida.

Os preços são referências e podem mudar conforme a temporada. Em feriados e períodos de alta demanda, o custo pode ser maior. Por isso, é importante confirmar os valores e o que está incluído no serviço antes da contratação.

Em uma viagem de aproximadamente quatro dias, estimativas podem ficar entre R$ 1.500 e R$ 2.200 por pessoa, sem considerar necessariamente as passagens aéreas. O orçamento pode ultrapassar essa faixa quando o roteiro inclui mais dias, diferentes cidades, hospedagens de maior padrão ou passeios privativos.

São Luís é a principal porta de entrada

Para quem chega ao Maranhão de avião, São Luís costuma ser o ponto inicial da viagem. Da capital, o visitante precisa seguir por estrada até uma das cidades que servem de base para conhecer o Parque Nacional. O ICMBio aponta Barreirinhas e Santo Amaro do Maranhão entre os principais acessos ao parque. Também existem outras possibilidades de entrada na região. A escolha do caminho é importante porque cada base oferece uma experiência diferente.

Barreirinhas concentra a maior estrutura turística

Barreirinhas é uma das principais portas de entrada dos Lençóis Maranhenses e costuma ser a escolha de quem busca facilidade de deslocamento e maior oferta de serviços.

A cidade reúne hotéis, pousadas, restaurantes, agências de turismo e empresas especializadas em passeios. Para quem está visitando os Lençóis pela primeira vez e possui poucos dias disponíveis, essa estrutura pode facilitar bastante o planejamento. O trajeto desde São Luís passa pela BR-135 e pela MA-402. Uma vez em Barreirinhas, o turista pode contratar diferentes passeios para conhecer as dunas e lagoas.

Os veículos 4×4 são usados em diversos roteiros e fazem parte da experiência de conhecer áreas de difícil acesso para veículos convencionais. Outro passeio tradicional é realizado pelo Rio Preguiças, que atravessa diferentes paisagens e comunidades da região antes de chegar à área de Atins.

Santo Amaro oferece outro lado dos Lençóis

Santo Amaro do Maranhão é uma alternativa para quem deseja explorar outro setor do Parque Nacional. O município fica próximo às áreas protegidas e oferece acesso a dunas e lagoas que fazem parte dos roteiros turísticos da região. A estrutura da cidade é menor quando comparada à de Barreirinhas, o que pode ser justamente um atrativo para quem procura uma experiência menos movimentada.

Para chegar a Santo Amaro saindo de São Luís, o percurso passa pelas rodovias BR-135, BR-402 e MA-320. A proximidade com o parque também influencia a experiência do visitante. Dependendo do roteiro escolhido, os deslocamentos podem ser diferentes daqueles realizados a partir de Barreirinhas.

Atins combina dunas, lagoas e praia

Atins ganhou destaque nos últimos anos como um dos destinos mais procurados do entorno dos Lençóis Maranhenses. A vila fica na região de Barreirinhas e combina as paisagens das dunas e lagoas com a proximidade do mar. O local também tem uma atmosfera diferente das cidades que funcionam como portas de entrada do parque.

Para chegar a Atins, uma das alternativas é seguir primeiro até Barreirinhas e, de lá, continuar a viagem em veículo 4×4 ou embarcação pelo Rio Preguiças.A viagem pode ser mais longa e exigir um planejamento um pouco maior, mas Atins é uma alternativa interessante para quem dispõe de mais dias e deseja combinar diferentes experiências em um mesmo roteiro.

O que fazer durante a viagem

Os circuitos de dunas e lagoas são os grandes protagonistas dos Lençóis Maranhenses. Dependendo da região visitada, o turista pode caminhar pelas dunas, tomar banho nas lagoas e percorrer diferentes áreas em veículos 4×4. O Rio Preguiças também faz parte dos roteiros tradicionais, assim como comunidades e áreas de mangue. Para quem deseja uma experiência mais longa, existe ainda a possibilidade de realizar a Travessia dos Lençóis. O roteiro exige mais preparação e planejamento, já que envolve deslocamentos a pé por áreas de dunas e permanência em comunidades e pontos de apoio ao longo do caminho.

O tipo de passeio escolhido deve levar em consideração a condição física do visitante, o clima e as orientações dos profissionais que acompanham os grupos.

É necessário contratar guia?

O ICMBio recomenda que os visitantes procurem prestadores de serviços autorizados para atividades realizadas no Parque Nacional.

A contratação de profissionais locais não serve apenas para facilitar o passeio. Os condutores conhecem os caminhos, as condições das áreas visitadas e as regras estabelecidas para a conservação da unidade. O visitante também precisa fazer sua parte. Os Lençóis Maranhenses são uma área protegida e a circulação deve respeitar as normas ambientais. Não deixar lixo, evitar danos à vegetação e seguir as orientações dos condutores são atitudes essenciais para preservar o destino.

O que levar para os Lençóis Maranhenses?

O clima quente e a exposição ao sol fazem com que alguns itens sejam indispensáveis durante os passeios. Protetor solar, chapéu ou boné, óculos de sol, roupas leves, água, repelente e calçados confortáveis devem estar entre os itens básicos da bagagem. Também é importante levar água suficiente para os deslocamentos e seguir as orientações dos responsáveis pelos passeios. Como algumas áreas podem apresentar dificuldades de conexão, ter uma alternativa de pagamento também pode ser útil.

Afinal, qual roteiro escolher?

Para quem tem poucos dias, Barreirinhas tende a ser uma alternativa prática por concentrar maior estrutura e diferentes opções de passeios. Quem procura uma experiência mais tranquila pode considerar Santo Amaro. Já Atins pode fazer mais sentido para quem dispõe de mais tempo e quer combinar os Lençóis Maranhenses com praia e uma estadia em uma vila com perfil turístico próprio.

Também é possível combinar diferentes bases em uma mesma viagem. Nesse caso, o roteiro exige mais planejamento, mas permite conhecer paisagens distintas do parque.

Planejamento é essencial

Os Lençóis Maranhenses podem ser visitados em diferentes épocas, mas quem deseja encontrar as lagoas em condições mais favoráveis deve considerar principalmente o período entre maio e setembro. O orçamento também pode variar significativamente. Reservar hospedagem e transporte antecipadamente, viajar fora dos períodos de maior movimento e optar por serviços compartilhados são algumas estratégias para controlar os gastos.

Mais do que um destino de férias, os Lençóis Maranhenses são uma área natural de importância internacional. A paisagem formada pela combinação de areia e água é resultado de um processo natural que muda constantemente e exige cuidado para continuar preservada.

Com diferentes acessos, cidades-base e possibilidades de roteiro, o destino pode atender tanto quem procura uma viagem curta quanto quem deseja passar vários dias explorando a região.

No fim, a melhor maneira de conhecer os Lençóis Maranhenses é encontrar o equilíbrio entre época, orçamento e experiência desejada. Para quem sonha com o contraste das lagoas de água doce entre as dunas brancas, o período após as chuvas costuma ser o momento mais aguardado, e também aquele em que o planejamento se torna ainda mais importante.

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