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“Exército do Lula” chega a 7 milhões de seguidores e supera “Tropa do Flávio” em mobilização digital

Canal administrado por André Janones alcançou a marca nesta quarta-feira (21), a quatro dias do segundo turno; grupo de apoio a Flávio Bolsonaro reúne cerca de 2 milhões de seguidores no WhatsApp.

O canal “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), ultrapassou a marca de 7 milhões de seguidores nesta quarta-feira (21), ampliando a vantagem numérica sobre a “Tropa do Flávio”, canal criado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) em apoio ao senador Flávio Bolsonaro. O grupo ligado ao parlamentar do PL reúne aproximadamente 2 milhões de seguidores. O crescimento ocorre na reta final da campanha presidencial, a quatro dias do segundo turno, marcado para domingo (25).

O canal de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrava 7.065.098 seguidores às 9h59 desta quarta-feira. A marca foi alcançada um dia depois de o grupo superar os 6 milhões, evidenciando a rápida expansão da mobilização digital na última semana da disputa eleitoral.

O “Exército do Lula” é utilizado para distribuir conteúdos favoráveis ao presidente, divulgar mensagens políticas e incentivar apoiadores a ampliar o alcance de publicações nas redes sociais. A iniciativa ganhou força após o primeiro turno, quando Janones intensificou a organização da militância digital em busca de maior presença da campanha petista na internet.

A “Tropa do Flávio”, por sua vez, funciona como um espaço de mobilização de apoiadores do senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula na disputa presidencial. O canal é liderado por Nikolas Ferreira e também tem sido utilizado para orientar ações coordenadas nas redes sociais. Na terça-feira (20), os dois grupos protagonizaram uma disputa por visibilidade no X, antigo Twitter, com campanhas que levaram expressões ligadas aos respectivos campos políticos aos assuntos mais comentados da plataforma.

Disputa digital também chega à Justiça Eleitoral

O crescimento dos canais ocorre em meio a uma série de controvérsias envolvendo o uso do WhatsApp na campanha eleitoral. O “Exército do Lula” chegou a ser suspenso por determinação judicial, após questionamentos apresentados pela campanha de Flávio Bolsonaro sobre a circulação de conteúdos supostamente desinformativos. O canal voltou a funcionar depois de medidas relacionadas ao registro junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Em 16 de outubro, o TSE aprovou por unanimidade novas regras para identificar quando canais digitais devem ser considerados vinculados oficialmente a campanhas eleitorais. Entre os critérios estão o recebimento de recursos, o suporte técnico ou humano, a divulgação por perfis oficiais e a orientação de conteúdos pela campanha. A regulamentação também estabelece obrigações relacionadas à legalidade das publicações e ao combate à disseminação de informações falsas.

A discussão sobre o conteúdo do canal de Janones também foi objeto de análises jornalísticas. A Agência Lupa informou ter examinado 721 mensagens publicadas no “Exército do Lula” entre 5 e 12 de outubro sem identificar desinformação no material analisado. A avaliação, contudo, se refere ao conjunto específico de mensagens examinadas e não representa uma certificação permanente de todo o conteúdo divulgado pelo canal.

Apesar da diferença expressiva no número de seguidores, os dados disponíveis não permitem concluir, isoladamente, que a mobilização digital represente vantagem eleitoral equivalente nas urnas. O alcance de um canal indica a dimensão potencial de sua audiência, mas não comprova quantos participantes interagem efetivamente com as publicações, compartilham os conteúdos ou pretendem votar no candidato apoiado.

Com a votação marcada para domingo, o desempenho das duas estruturas digitais permanece como um dos elementos da disputa política na reta final do segundo turno. A capacidade de transformar seguidores em engajamento efetivo e, eventualmente, em votos é um dos desafios das campanhas em um cenário de forte polarização e intensa mobilização nas redes sociais.

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