Presidente participou de ato político em Teresina, reafirmou os dois candidatos ao Senado como seus nomes para a disputa e fez críticas a adversários durante discurso.
Em um dos momentos mais contundentes de seu discurso durante ato político realizado nesta quarta-feira (09/09), em Teresina, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reafirmou apoio às candidaturas de Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD) ao Senado pelo Piauí e deixou claro que não pretende dividir seu apoio na disputa pelas duas vagas. Diante de uma multidão na capital piauiense, Lula declarou que os dois são seus únicos candidatos ao Senado e afirmou. “A gente não aceita vira-lata do nosso lado. Não aceitamos. Queremos gente de bem”, disse Lula.

A declaração ocorreu durante o ato de campanha realizado na Arena Carnaúba, em Teresina, que reuniu apoiadores da candidatura à reeleição do governador Rafael Fonteles (PT). No palanque estavam, além de Lula, Fonteles, Marcelo Castro, Júlio César, o ministro Wellington Dias e a primeira-dama Janja da Silva. Ao reforçar sua preferência na eleição para o Senado, Lula foi direto ao mencionar os dois candidatos. “Eu vim aqui para pedir voto para Júlio César. Eu vim aqui para pedir voto para o Marcelo Castro. E quero que vocês saibam que eu não tenho outro candidato. Meu senador é o Júlio César e o Marcelo Castro”, afirmou o presidente.
Recado político
A fala de Lula ocorre em um cenário de disputa pelas duas cadeiras do Senado que estarão em jogo no Piauí. O presidente do Progressistas e senador Ciro Nogueira também disputa a reeleição, mas seu partido decidiu manter neutralidade na eleição presidencial. Antes do evento, havia expectativa sobre se Lula adotaria uma postura de neutralidade em relação ao senador ou se faria uma manifestação explícita em favor de seus aliados.
Ao optar por declarar publicamente seu apoio a Marcelo Castro e Júlio César, Lula afastou qualquer dúvida sobre quais nomes pretende fortalecer na corrida pelo Senado. A fala sobre os “vira-latas” foi feita no contexto de sua defesa de aliados que, segundo ele, estejam alinhados com seu projeto político.
Críticas à oposição e aos Estados Unidos
Durante o discurso, Lula também elevou o tom contra adversários políticos e criticou uma eventual interferência estrangeira nas eleições brasileiras. O presidente citou os Estados Unidos e o presidente Donald Trump, afirmando que questões eleitorais brasileiras devem ser decididas pelos próprios brasileiros. Lula também criticou brasileiros que passaram a utilizar bandeiras dos Estados Unidos em atos políticos no país. Ao abordar o assunto, classificou essas pessoas como “vira-latas” e “traidores da pátria”, associando a crítica à defesa da soberania nacional.

Democracia como eixo do discurso
Outro ponto central da fala do presidente foi a eleição de 2026. Lula afirmou que, para ele, a disputa não se resume à escolha de candidatos, mas envolve a manutenção da democracia e o respeito ao eleitor brasileiro. “Nesta eleição, o que está em jogo é se teremos democracia ou não”, declarou. O presidente também defendeu a permanência de Rafael Fonteles no Governo do Piauí e pediu uma votação expressiva para o governador. O ato em Teresina consolidou, portanto, uma demonstração pública de força da aliança governista no estado, com Lula utilizando o palanque para reforçar seus principais nomes na disputa pelo Senado e marcar posição diante dos adversários.










